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JES reforma generais de proa

A reforma dos mesmos é decorrente ao precedente do Almirante André Mendes de Carvalho "Miau" que antes de se filiar como político da CA-SA-CE, teve de ver a sua passagem a reforma assinada pelo Comandante em Chefe das FAA, José Eduardo dos Santos.

Desde então, a CASA-CE, acusou o MPLA de ter vários militares a exercerem cargos políticos sem terem passado para a reforma, o que viola o artigo 207° da Constituição que impede os militares no activo de exercerem actividade política.

Contradição

Não obstante a passagem a reforma destes oficias, esta a ser considerada como "contradição", a permanência do general Eusébio Teixeira de Brito como representante formal da Casa Militar na região sul do país. O cargo é destinado a oficiais militares e o mesmo ao passar para reforma fica na condição de civil. Eusébio Teixeira de Brito acumulava a referida pasta com o cargo que ocupava de governador provincial do Kuando Kubango. De momento é o governador e primeiro secretário do MPLA na província do Kwanza- sul

Reformas multimilionárias nas FAA No entanto, em Maio do ano passado, surgiram informações dando conta de que diversos oficiais generais das FAA deveriam ser reformados ao longo daquele ano, como parte do processo de reformas determinadas pelo Presidente Eduardo dos Santos. Segundo fonte do Estado-Maior General das FAA, citado na altura pelo site Maka Angola, em 2012 deveriam ser desmobilizados catorze generais e, no presente ano, mais de 20 passarão a reforma".

Entre os oficiais notificados para a reforma destacam-se os generais Rafael Sapilinha Sambalanga, Inspector-Geral do Ministério da Defesa (falecido o ano passado); Eduardo Martins, conselheiro do ministro da Defesa; Fernando Arat ex-chefe da Direcção Principal de Armamento e Técnica; Aires Africano, chefe da Direcção dos Serviços de Saikle do Estado-Maior General; António Filomeno Carvalho Pereira, ex-chefe da Direcção de Forcas Especiais da Direcção Principal de Operações.

O Comandante-em-Chefe evoca, de acordo com a fonte do Maka Angola, o "envelhecimento" das figuras a desmobilizar e o excesso de oficiais generais no activo. Só a 27 de Julho de 2011, o Presidente José Eduardo dos Santos procedeu a rotação de 59 oficiais generais.

No entanto, ainda de acordo com aquele site, os oficiais a desmobilizar tem manifestado, nos corredores do Exercito, o seu descontentamento com a sua passagem a reforma. Como medida conciliatória, para que os generais passem a vida civil em silêncio e sem contestação, emissários do Chefe de Estado propuseram um "aperto de mãos dourado" que deve atribuir, "US $10 milhões a cada general a ser reformado, para que possam enveredar para o ramo empresarial constituindo empresas, pequenas fabricas, etc.".

A fuga de informação sobre a proposta de oferta de US $10 milhões a cada general tem originado acirrados argumentos entre vários círculos da classe castrense. Para muitos, os referidos generais já são bastante ricos, com vários negócios, casas de todos os tipos, frotas de carros luxuosos, quintas, terrenos e outros bens.

Ainda de acordo com o Maka Angola, o general Fernando Araújo encontra-se entre os mais ricos das FAA, tendo sido um dos principais beneficiários dos esquemas de corrupção liderados pelo traficante de armas francês Pierre Falcone, de acordo com autos do processo Angolagate.

O general é também sócio do projecto Terra Verde, em parceria com Arkady Gaidamak, ex-sócio de Falcone. Com os irmãos Safeca (Alcides, secretario de Estado do Orçamento (Ministério das Finanças; Aristides, vice-ministro das Telecomunicações; e Amilcar, director da UNITEL), o general é co-proprietário da Trans Omnia, que tem sido privilegiada com contratos de dezenas de milhões de Mares para o abastecimento de bens alimentares as FAA.

Somadas, as luvas propostas aos generais atingem os US $140 milhões e importa questionar a origem dos fundos que deverão suportar esta operação extra-orçamental e sem respaldo legal.

 

Continente, 08 de fevereiro de 2013

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