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Índia na plataforma continental ártica da Rússia

3kollaj 443944725 ddbeb9c2fc oA Índia reiterou o seu interesse na participação dos projetos de exploração da plataforma continental ártica da Rússia. Se trata da participação da filial da corporação estatal indiana do petróleo e do gás ONGC, a ONGC Videsh Ltd. (OVL), em quotas de projetos na Sibéria, no Extremo oriente russo e na plataforma continental ártica.

A OVL detém 20% do projeto Sakhalin-1 e o grupo Imperial Energy, que adquiriu em janeiro de 2009. A atividade principal da Imperial Energy está concentrada no distrito de Tomsk, onde o grupo desenvolve a atividade de prospecção e extração de petróleo.

A OVL quer se unir a uma das joint-ventures que a Rosneft está a criar com investidores estrangeiros. Segundo o The Times of India, a OVL manifestou ainda em maio o seu interesse em obter um pacote de ações numa das três joint-ventures da empresa russa com investidores estrangeiros para a exploração da plataforma continental. Em novembro, a Rosneft propôs à indiana ONGC Videsh participações nos blocos de prospecção Magadan-1 e Magadan-3 na plataforma continental do Mar de Okhotsk.

A Rússia não se opõe. Pelo contrário, a possibilidade de atrair as grandes companhias do petróleo e do gás da Rússia e da Índia para a exploração da plataforma continental ártica e de outras regiões do norte russo foi debatida na cúpula de Nova Deli como um dos caminhos mais importantes da cooperação na área da energia. Esse é definitivamente uma nova etapa no desenvolvimento das relações entre as companhias de petróleo e gás russas e indianas, considera o diretor do Instituto da Energia e Finanças de Moscou Vladimir Feiguin:

"As companhias indianas expressaram durante muito tempo o seu interesse em participar nos projetos de extração de petróleo e gás na Rússia. Elas já participam em alguns, como por exemplo no projeto Sakhalin-1. Se pensarmos em grandes fornecimentos à Índia, nós teremos todo o gosto em receber investimentos indianos na indústria petrolífera russa e a participação da Índia em determinados ativos em território russo".

A ONGC dificilmente poderá entrar numa das joint-ventures já criadas, visto que "isso poderia criar situações de conflito com os parceiros estrangeiros" da Rosneft, é a opinião de Vladimir Feiguin. No entanto, a probabilidade da participação da OVL nos projetos que ainda não estão em execução é, a seu ver, bastante elevada.

A parte indiana está igualmente interessada na aquisição de participações nos potenciais projetos de liquefação de gás natural na Rússia e nos fornecimentos de GNL à Índia. Em agosto de 2012, a imprensa indiana divulgou a informação de que o consórcio das companhias indianas Oil & Natural Gas Corp., Indian Oil Corp. e Petronet LNG Ltd. tencionava adquirir cerca de 15% da companhia russa Yamal SPG. Além disso, em 2011, a Gazprom Marketing & Trading Singapore (GM&TS) assinou memorandos de entendimento sobre o fornecimento anual de 7,5 milhões de toneladas de GNL aos principais consumidores indianos: a GAIL (India) Limited (GAIL), a Gujarat State Petroleum Company (GSPC) e a Petronet LNG Limited (Petronet).

 

Voz da Rússia, 27 de novembro de 2013

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