Governo de Angola fecha 60 mesquitas em todo o país

0EB9EB2A-652D-4275-9C61-3C502304867C w268 r1Até agora, apesar do assunto ser tema de conversa a vários níveis, o Executivo angolano, não deu justificações plausíveis, segundo a comunidade Islâmica em Angola.

No entanto, o Porta-Voz da Polícia Nacional, Aristófanes dos Santos, em entrevista recente à Voz da América, disse desconhecer qualquer orientação governamental para encerrar ou mesmo destruir as referidas mesquitas, o que que contraria a afirmação de David Fungula, vice-presidente daquela comunidade.
 
Fungula lamenta a acção do governo angolano.
 
“Há mal que vem para suceder o bem, nesta fase nós não estamos muito preocupados, mas devemos nos questionar por que é que dentro de um Estado de direito e democrático que também é laico, só nós é que somos alvos para que as nossas mesquitas não só sejam fechadas como também destruídas” lamentou, acrescentando ainda que “quando isso acontece é uma perseguição religiosa, nós temos que recorrer às entidades para demonstrar os nossos descontentamentos”.

O vice-presidente da comunidade muçulmana avisa, no entanto, que não vai deixar de rezar ainda que venham a ser encerradas todas as mesquitas em Angola.

“Eu não vou ter um braço de ferro com o governo, na minha casa posso rezar mas não vou me cansar de recorrer às instituições do governo”, disse.

“No mundo, Angola é o único pais que não reconhece e nem respeita o Islão, a população africana é maioritariamente muçulmana, Angola com 20 milhões de habitantes, eu acho que é uma gota no oceano para desafiar uma religião que está há mais de 1.500 anos na face da terra”, adiantou.

David Fungula reitera também que não vai parar de denunciar actos contra a sua religião.

 

VOA, 28 de novembro de 2013

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